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TESTEMUNHO

BARRY OUSMANE – ÁFRICA

Eu tinha 6 anos de idade, quando um grupo de missionários foi na minha aldeia que fica em Burkina Faso, na África. Eles contaram várias histórias, mas somente uma ficou marcada no meu coração. Contaram a história de uma mulher que tinha um fluxo de sangue, e que por isto gastou todo seu dinheiro procurando a cura sem nunca ter conseguido ser curada. Ela enfrentou muitas dificuldades para encontrar-se com o Homem que a curou milagrosamente, e isso quando ela apenas tocou nas vestes daquele Homem (Marcos 5:25-34). 

  Eu não sabia orar, mas disse no meu coração: “eu amo o Homem que curou aquela mulher. Deus, eu gostaria de aprender a ler e escrever, para que onde eu for, pudesse contar essa história. Eu não quero que essa história fique aqui somente na minha aldeia; quero também conhecer esse Homem.” Depois de algum tempo, fomos visitar uma irmã, mais velha, que morava na capital. Quando ela estava indo embora, me disse: “você vai comigo para capital.” Foi a primeira vez que subi em uma moto. Chegando na capital, ela me colocou em uma escola. Havia um vizinho que sempre me convidava para ir à igreja. Eu perguntei se íamos na igreja para comer. Ele respondeu que íamos para orar. Como eu era muçulmano, orar era na mesquita. Um dia, para ele parar de me incomodar eu disse que iria na igreja com ele. Chegando lá, ele me convidou para sentar na frente, eu disse que iria sentar atrás, perto da porta, caso alguma coisa acontecesse, daria tempo para sair correndo!..

Então, um homem subiu no púlpito, abriu um grande livro e começou contar a mesma história que aqueles missionários contaram para mim, quando tinha 6 anos – a mulher do fluxo de sangue. Algo aconteceu nessa hora, comecei a chorar, parecia que o meu corpo estava em chamas. Levantei da cadeira, fui até o homem que estava no púlpito e disse que estava procurando o Homem daquela história há 12 anos. Perguntei se ele sabia onde ele morava. Aquele homem sorriu para mim e chamou duas pessoas daquela igreja que me levaram até uma sala e perguntaram se eu conhecia o Homem da história. Eu disse que não, mas que eu O amava. Eles me disseram: “este homem se chama Jesus de Nazaré, que deixou toda a Sua Glória, vindo até a terra para te salvar”. Eu perguntei se Ele poderia amar um muçulmano? 

Eles disseram que foi por mim que Aquele Homem tinha morrido. Então, me perguntaram se eu queria “aceitar” Aquele Homem. Eu respondi que eu já amava Aquele Homem. Desde então, aquele fogo que eu senti quando estava naquela igreja nunca mais saiu de mim.

 Veio, então, a perseguição da minha família para eu não ir mais à igreja. Escondia minha Bíblia debaixo da cama e por vezes a joguei pela janela. Depois de algum tempo eles começaram a observar que eu estava estranho e descobriram que eu estava frequentando a igreja. Então, disseram para que eu pedisse a Jesus para cuidar de mim, pois eles não mais cuidariam. Quando eu chegava da igreja eles trancavam a geladeira e escondiam a comida. Por várias vezes, eu apenas tomava um copo d’água e ia dormir; aquela água me alimentava. Certo dia, meu cunhado estava em uma lista para ser dispensado do trabalho, ele me pediu para orar por ele, eu orei. No outro dia, o patrão tinha mudado de ideia. 

Desde então, eles começaram a me respeitar. Se tem algum problema na família, eles me chamam. Eles começaram a ver Deus em mim. E eu mal sabia que muitos outros também veriam Deus em mim, pois eu me tornaria um missionário entre os muçulmanos. Deus seja louvado!

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